sábado, 22 de agosto de 2015

DOUTRINA DA IGREJA PRESBITERIANA DE TUCANO

A Teologia Reformada é a doutrina da Igreja Presbiteriana Pergunta: "O que é Teologia Reformada?” Resposta: De uma forma geral, Teologia Reformada inclui qualquer sistema que tem suas raízes na Reforma Protestante do século 16. Os Reformadores, evidentemente, basearam sua doutrina nas Escrituras, como indicado no credo de “sola scriptura”, então teologia Reformada não é um “novo” sistema de crença, mas um que procura dar continuação à doutrina apostólica, isto é a Igreja Primitiva. A Teologia Reformada defende a autoridade unicamente das Escrituras: • A soberania de Deus • A salvação pela graça através da fé em Cristo • A necessidade de evangelismo. • Às vezes é chamada de Teologia do Pacto por causa da ênfase dada à aliança que Deus fez com Adão e a nova aliança que veio através de Jesus Cristo (Lc 22.20). • AUTORIDADE DAS ESCRITURAS – A Teologia Reformada ensina que a Bíblia é a inspirada e confiável Palavra de Deus, suficiente para todos os assuntos de fé e prática. • SOBERANIA DE DEUS – A Teologia Reformada ensina que Deus reina com controle absoluto sobre toda a criação. Ele predeterminou todos os eventos e, portanto, nunca se frustra com as circunstâncias. Isso não limita a vontade da criatura, nem faz de Deus o autor do pecado. • SALVAÇÃO PELA GRAÇA – Teologia reformada ensina que Deus em Sua graça e misericórdia escolheu redimir um povo para Si mesmo, livrando-os do pecado e morte. A doutrina de salvação reformada é também conhecida como os cinco pontos do Calvinisno (ou pelo acróstico TULIP, referente às iniciais dos pontos em inglês): T- Depravação Total do Homem – O homem é completamente fraco em seu estado de pecado, está sob a ira de Deus e de forma alguma pode agradar a Deus. Depravação total também significa que o homem não vai naturalmente procurar conhecer a Deus, até que Deus graciosamente o encoraje a assim agir. (Gn 6.5; Jr 179; Rm 3.10-18). U – Eleição incondicional – Deus, da eternidade passada, escolheu salvar uma grande multidão de pecadores, a qual nenhum homem pode numerar (Rm 8.29-30; 9.11; Ef 1.4-6.11-12). L- Expiação limitada – Também chamada de “redenção particular”. Cristo tomou sobre Si o julgamento do pecado dos eleitos e, portanto, pagou por suas vidas com a Sua morte. Em outras palavras, Ele não só tornou salvação “possível”, Ele na verdade a obteve por aqueles que Ele tinha escolhido (Mat 1.21; Jo 10.11; 17.9; At 20.28; Rm 8.32; Ef 5.25). I - Graça irresistível – Em seu estado depois da Queda ao pecado, o homem resiste ao amor de Deus, mas a graça de Deus trabalhando em seu coração faz com que tal homem deseje o que ele tinha previamente resistido. Quer dizer, a graça de Deus não vai falhar em realizar o seu trabalho de salvação na vida dos eleitos (Jo 6.37,44; 10.16). P – Perseverança dos santos – Deus protege Seus santos de se desviar totalmente; por isso salvação é eterna (Jo 10.27-29; Rm 8.29-30; Ef 1.3-14). A necessidade de evangelismo. Teologia reformada ensina que Cristãos estão nesse mundo para fazer a diferença, espiritualmente através de evangelismo e socialmente através de uma vida santa e de humanitarismo. • Outras características da teologia Reformada geralmente incluem a observância de dois sacramentos (batismo e comunhão, isto é Santa Ceia), uma opinião de que certos dons espirituais cessaram (esses dons não foram mais passados à igreja), e uma opinião não dispensacionalista das Escrituras. As igrejas reformadas dão grande valor ao ensino de João Calvino, John Knox, Úlrico Zuínglio e Martinho Lutero. A Confissão de Fé de Westminster, o Catecismo Maior e o Breve Catecismo, incorporam a teologia da tradição Reformada. Igrejas modernas na tradição reformada incluem a Presbiteriana, Congregacionalista e algumas Batistas.

sábado, 31 de janeiro de 2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

OS VERDADEIROS CRENTES

Texto: 1João 4.1-6 Int. estamos vivendo tempos difíceis (2Tm 3.1), já dizia o apóstolo Paulo. Muitos pregadores não pregam por amor, mas por dinheiro. Muitos deles fizeram do púlpito um instrumento de ganhar dinheiro e da sua vocação uma profissão, trazendo muitos estorvos para o Evangelho do Senhor. Esses pregadores não defendem a fé, eles defendem os seus interesses, a semelhança dos comerciantes que defendem as suas empresas. Nada contra os comerciantes, mas a igreja de Cristo não é empresa. Os falsos pregadores pregam para agradar o ouvinte. Vejamos o que o texto em pauta nos ensina a esse respeito. 1) O VERDADEIRO CRENTE NÃO CRÊ EM QUALQUER PROFETA; ele prova, faz testes para verificar se o que está dizendo é a verdade da Palavra. No primeiro versículo nós lemos: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.” (1Jo 4.1; ver também Mt 7.15ss) Na época em que essas palavras foram escritas pelo apóstolo João muitos falsos profetas andavam zanzando pregando um falso evangelho. Afirmavam que Cristo não veio em carne (1Jo 4.2; 2Jo 1.7), ou seja, que Jesus não era um ser humano, mas um espírito. Então eles negavam a humanidade de nosso Senhor. Foi por esse e outros motivos que João escreveu as suas epístolas, a fim de desmascarar esses pretensiosos pregadores. Então João diz aos seus leitores: “Não deem crédito a esse tipo de gente. Eles são falsos profetas ou falsos pregadores”. 2)O texto ainda nos ensina que O VERDADEIRO CRENTE VENCE OS FALSOS PROFETAS, porque tem o Espírito Santo. No verso 4 nós lemos: “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.” Quem é de Deus senão o verdadeiro crente, e isso porque tem o Espírito Santo? Portanto os filhinhos de Deus vencem os falsos profetas, porque Cristo é maior do que satanás, e porque a Palavra é o padrão do seu julgamento. 3) O VERDADEIRO CRENTE OUVE O VERDADEIRO PREGADOR. No versículo 6 lemos: “Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.” O profeta verdadeiro é de Deus. Então precisamos de discernimento espiritual para identificá-lo. E como fazer isso? Pelos frutos e pela doutrina. O falso profeta é conhecido pelo fruto, conf. Mt 7.16: "Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?" Da mesma forma o verdadeiro profeta. O próprio apóstolo afirma: “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas.”( 2Jo 1.10) 4)O VERDADEIRO CRENTE BATALHA DILIGENTEMENTE PELA FÉ EVANGÉLICA - Em Judas 3 nós lemos: “Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.” Henrique VIII(1491-1547) recebeu o título erroneamente de defensor da fé. Ele escreveu um livro sobre os sete sacramentos e o papa lhe outorgou esse título. O verdadeiro crente recebe a palavra com avidez e examina as escrituras para ver se a pregação é verdadeira, como faziam o bereanos – At 17.11 “Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” CONCLUSÃO – O VERDADEIRO CRENTE DÁ OUVIDOS AO VERDADEIRO PASTOR – João 10.27As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. 28Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. 29Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. 30Eu e o Pai somos um.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Estudo no Evangelho de João – Cap 1.1-12

Igreja Presbiteriana Reformada Uma Igreja que ama, estuda e proclama a Palavra de Deus. Tucano, 08 de agosto de 2014 – Edmilson Rios da Silva. 1No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2Ele estava no princípio com Deus. 1 – Quem é o Verbo? R – O Verbo é o Eterno Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo. 2 – Quando o Verbo veio a existir? R – O Verbo é eterno. Ele não tem princípio nem fim. 1No princípio era o Verbo... 3 – Com quem estava o Verbo no princípio (eternidade passada)? R – O Verbo estava no princípio com Deus Pai e com Deus Espírito Santo. 4 – O texto nos diz que o Verbo era Deus e estava com Deus. Como explicar esse mistério? R – O mistério da Trindade é incompreensível para nós. Aceitamos pela fé. Confissão de Fé de Westminster. Cap II. DE DEUS E DA SANTÍSSIMA TRINDADE. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro galardoador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado. Ref. Dt 6:4; I Co 8:4,6; I Ts 1:9; Jr 10:10; Jó 11:79;26:14; Jo 6:24; I Tm 1:17; Dt 4:15-16; Lc 24:39; At 14:11,15; Tg 1:17; I Rs 8:27; Sl 92:2;145:3; Gn 17:1; Rm 16:27; Is 6:3; Sl 115:3; Ex 3:14; Ef 1:11; Pv 16:4; Rm 11:36; Ap 4:11; I Jo 4:8; Ex 36:6-7; Hb 11:6; Ne 9:32-33; Sl 5:5-6; Na 1:2-3. 5 – O Verbo participou da Criação do mundo? R – Sim. O Verbo foi o instrumento da Criação. 3Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. 10O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele... A Trindade Santa presente na Criação do mundo - “No princípio, criou Deus os céus e a terra. 2A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.”(Gn 1.1,2) Confissão de Fé de Westminster Cap IV.I. No princípio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo, para manifestação da glória de seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele há, visíveis ou invisíveis. Ref. Rm 11:36; Hb 1:2; Jo 1:2-3, Rm 1:20; Sl 104:24; Jr 10: 12; Gn 1; At 17:24; Cl 1: 16; Êx 20: 11. 6 – O que significa “A vida estava nele e a vida era a luz dos homens”(v4)? R – Significa que Jesus (O Verbo) é a Fonte da Vida e essa vida trouxe luz para todas as pessoas, ou seja, a possibilidade de os homens saírem do domínio das trevas e vir para a luz 5A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. 9a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. 7 – Quem foi o homem que Deus escolheu e enviou para dar testemunho da Luz? R – João Batista foi enviado como precursor de Jesus, para dar testemunho de Jesus. 6Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. 7Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz ; João 3.28 “Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor.” 8 – Para quem, prioritariamente, Jesus veio? R – Cristo veio prioritariamente para os judeus, o Seu povo, mas eles não creram. 10O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. 11Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 9 – Quem pode se tornar filho de Deus? R – Todos que recebem o Messias e creem nEle, passam a ser chamados filhos de Deus. 12Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome;

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Quem é Jesus?


1 - Quem é Jesus?
R - Jesus é o Cristo(Messias, aquele que os judeus esperavam há séculos)
Salvador do mundo
O Filho do Deus vivo, que veio ao mundo para nos salvar
“Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”(Mat 16.13-16).
O AMOR DE DEUS
2 - Como Deus demonstrou o Seu amor por nós?
R - Deus demonstrou o Seu amor por nós no ato da criação. Ele nos criou à Sua própria imagem e semelhança; isto é, parecidos com Ele.
“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança... Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou(Gn 1.26,27).
3 - Que incumbência o Senhor Deus deu ao homem no ato da criação?
R - Deus ordenou que o homem cuidasse da natureza criada.
“...tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra”(Gn 1.26b)
“Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar”(Gn 2.15)
4 - Qual a maior prova do amor de Deus por nós?
R - A maior prova do amor de Deus por nós se deu quando enviou o Seu próprio Filho, para morrer em nosso lugar.
“Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”(Rm 5.6-8).
5 - Qual o tamanho do amor de Deus por nós?
R - Não se pode medir o tamanho do amor de Deus a não ser vendo o que ele fez: deu o Seu próprio Filho.
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”(Jo 3.16)
6 - Em que circunstância Deus nos amou?
R - Deus nos amou na circunstância mais adversa que se pode imaginar, quando éramos pecadores, quando O ofendemos, quando viramos as costas para Ele, quando O odiávamos(com as nossas atitudes).
“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”(Rm 5.8)
VAMOS ESTUDAR AGORA SOBRE O PECADO
7 - O que é pecado?
R - É a desobediência à Lei de Deus
Pecado é a transgressão da Lei
“Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1 Jo 3.4).
8 - O que o pecado causou no coração de Deus?
R - O pecado causou muita tristeza e dor no coração de Deus, a ponte de ter Ele se arrependido de haver criado o homem
“Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito”(Gn 6.7).
9 - Qual a conseqüência do pecado?
R - A morte
Problemas Espirituais (afastamento de Deus)
Problemas físicos (enfermidades, dores)
Problemas de relacionamento
Problemas financeiros
Fome
Guerra

quinta-feira, 17 de julho de 2014

TEOLOGIA SISTEMÁTICA - LOUIS BERKHOF - ÍNDICE

ÍNDICE Primeira Parte: A DOUTRINA DE DEUS I. A Existência de Deus 11 A. Lugar da Doutrina de Deus na Dogmática. 11 B. Prova Bíblica da Existência de Deus. 12 C. A negação da existência de Deus em suas Várias Formas. 13 D. As Assim Chamadas Provas Racionais da Existência de Deus. 18 II. A cognoscibilidade de Deus 21 A. Deus Incompreensível e, contudo, Cognoscível. 21 B. Negação da Cognoscibilidade de Deus. 22 C. Auto-Revelação, Requisito de todo Conhecimento de Deus 26 III. Relação do Ser e dos Atributos de Deus 33 A. O Ser de Deus. 33 B. A Possibilidade de Conhecer o Ser de Deus 35 C. O Ser de Deus Revelado em Seus Atributos 37 IV. Os nomes de Deus 39 A. Os Nomes de Deus em Geral. 39 B. Os Nomes do Velho Testamento e Seu Significado 40 C. Os Nomes do Novo testamento e Seu Significado. 42 V. Os atributos de Deus em geral 44 A. Avaliação dos Termos Empregados 44 B. Método de Determinação dos Atributos de Deus. 44 C. Sugestões Feitas Quanto às Divisões dos Atributos. 47 VI. Os Atributos Incomunicáveis 50 A. Existência Autônoma de Deus. 50 B. A Imutabilidade de Deus 51 C. A Infinidade de Deus. 52 D. A Unidade de Deus. 54 VII. Os Atributos Comunicáveis 57 A. A Espiritualidade de Deus. 58 B. Atributos Intelectuais. 59 C. Atributos Morais. 63 D. Atributos de Soberania 69 VIII. A Trindade Santa 75 A. A Doutrina da Trindade na História 75 B. Deus como Trindade em Unidade 76 C. As Três Pessoas Consideradas Separadamente. 83 (AS OBRAS DE DEUS) I. Os decretos Divinos em Geral 92 A. A Doutrina dos Decretos na Teologia. 92 B. Nomes Bíblicos para os Decretos Divinos. 93 C. A Natureza dos Decretos Divinos. 94 D. As Características do Decreto Divino. 95 E. Objeções à Doutrina dos Decretos. 97 II. Predestinação 101 A. A Doutrina da Predestinação na História. 101 B. Termos Bíblicos para a Predestinação. 103 C. O Autor e os Objetos da Predestinação 105 D. As Partes da Predestinação. 106 E. Supra e Infralapsarianismo. 110 III. Criação em Geral 119 A. A doutrina da Criação na História. 119 B. Prova Bíblica da Doutrina da Criação. 120 C. A Idéia da Criação 121 D. Teorias Divergentes a Respeito da origem do Mundo. 130 IV. Criação do Mundo Espiritual 133 A. A Doutrina dos Anjos na História 133 B. A Existência dos Anjos 135 C. A Natureza dos Anjos. 136 D. Número e organização dos Anjos. 137 E. O serviço dos Anjos 139 F. Os Anjos Maus. 140 V. Criação do Mundo Material 143 A. O Relato Bíblico da Criação 143 B. O Hexameron, ou a Obra dos Dias Separados. 144 VI. Providência 158 A. Providência em Geral 158 B. Preservação. 162 C. Concorrência. 164 D. Governo. 168 E. Providências Extraordinárias ou Milagres. 169 Segunda Parte: A DOUTRINA DO HOMEM COM RELAÇÃO A DEUS I. A Origem do Homem 172 A. A doutrina do Homem na Dogmática. 172 B. Relato Bíblico da Origem do Homem. 172 C. A Teoria Evolucionista da Origem do Homem. 174 D. A Origem do Homem e a Unidade da Raça. 179 II. A Natureza do Homem 182 A. Os Elementos Constitutivos da Natureza Humana. 182 B. A Origem da Alma no Indivíduo. 187 III. O Homem Como a Imagem de Deus 193 A. Conceitos Históricos da Imagem de Deus no Homem. 193 B. Dados Bíblicos a Respeito da Imagem de Deus no Homem. 194 C. O Homem Como a Imagem de Deus. 196 D. A Condição Original do Homem como a Imagem de Deus. 200 IV. O Homem na Aliança das Obras 203 A. A Doutrina da Aliança das Obras na História. 203 B. O Fundamento Bíblico da Doutrina da Aliança das Obras. 205 C. Elementos da Aliança das Obras. 207 D. A Situação Atual da Aliança das Obras. 209 O HOMEM NO ESTADO DE PECADO I. A Origem do Pecado 212 A. Conceitos Históricos a Respeito da Origem do Pecado. 212 B. Dados Bíblicos a Respeito da Origem do Pecado. 213 C. A Natureza do Primeiro Pecado ou da Queda do Homem. 215 D. O Primeiro Pecado ou a Queda como Ocasionada pela Tentação. 216 E. A Explicação Evolucionista da Origem do Pecado. 218 F. Os Resultados do Primeiro Pecado. 219 II. O Caráter Essencial do Primeiro Pecado 221 A. Teorias Filosóficas a Respeito da Natureza do Mal. 221 B. A Idéia Bíblica do Pecado. 225 C. O Conceito Pelagiano de Pecado. 227 D. O Conceito Católico romano do Pecado. 229 III. A Transmissão do Pecado 232 A. Resenha Histórica. 232 B. A Universalidade do Pecado 234 C. A Relação do pecado de Adão com o da Raça. 235 IV. O Pecado na Vida da Raça Humana 239 A. O Pecado Original. 239 B. O Pecado Fatual. 246 V. A Punição do Pecado 251 A. Punições Naturais e positivas. 251 B. A Natureza e o Propósito das Punições. 252 C. O Castigo Efetivo do Pecado. 254 O HOMEM NA ALIANÇA DA GRAÇA I. Nome e Conceito da Aliança 258 A. O Nome. 258 B. O conceito. 259 II. A Aliança da Redenção 261 A. A discussão Separada Disto é Desejável. 261 B. Dados Bíblicos Quanto à Aliança da Redenção. 261 C. O Filho na Aliança da Redenção. 262 D. Requisitos e Promessas da Aliança da Redenção 265 E. Relação desta Aliança com a Aliança da Graça. 266 III. Natureza da Aliança da Graça 268 A. Comparação da Aliança da Graça com a Aliança das Obras. 268 B. As Partes Contratantes. 268 C. O Conteúdo da Aliança da Graça. 272 D. Características da Aliança da Graça. 273 E. Relação de Cristo com a Aliança da Graça. 278 IV. O Aspecto Duplo da Aliança 280 A. Uma Aliança Externa e uma Interna. 280 B. A Essência e a Administração da Aliança. 281 C. Uma Aliança Condicional e uma Absoluta. 281 D. A Aliança como Relação Puramente Legal e como Comunhão de Vida. 281 E. Participação na Aliança como uma Relação Legal. 283 V. Diferentes Dispensações da Aliança 286 A. O Conceito Adequado das diferentes Dispensações. 286 B. A Dispensação do Velho Testamento. 289 C. A Dispensação do Novo Testamento. 295 Terceira Parte: A DOUTRINA DA PESSOA E OBRA DE CRISTO A PESSOA DE CRISTO I. A Doutrina de Cristo na História 298 A. Relação entre Antropologia e Cristologia. 298 B. A Doutrina de Cristo antes da Reforma. 298 C. A Doutrina de Cristo Depois da Reforma. 301 II. Nomes e Naturezas de Cristo 306 A. Os Nomes de Cristo 306 B. As Naturezas de Cristo. 309 III. A Unipersonalidade de Cristo 315 A. Exposição do Conceito da Igreja a Respeito da Pessoa de Cristo. 315 B. Prova Bíblica da Unipersonalidade de Cristo. 316 C. Os Efeitos da União das Duas Naturezas em uma Pessoa. 317 D. A Unipersonalidade de Cristo, um Mistério. 319 E. A Doutrina Luterana da Comunicação de Atributos. 319 F. A Doutrina da “Kénosis” em Suas Várias Formas. 321 G. A Teoria da Encarnação Gradual. 324 OS ESTADOS DE CRISTO I. O Estado de Humilhação 326 A. Introdução: A Doutrina dos Estados de Cristo em Geral. 326 B. O Estado de Humilhação. 327 II. O Estado de Exaltação 339 A. Notas Gerais Sobre o Estado de Exaltação 339 B. Os Estágios do Estado de Exaltação. 340 OS OFÍCIOS DE CRISTO I. Introdução: O Ofício Profético 351 A. Observações Introdutórias Sobre os Ofícios em Geral. 351 B. O Ofício Profético. 352 II. O Ofício Sacerdotal 356 A. A Idéia Bíblica de Um Sacerdote. 356 B. A Obra Sacrificial de Cristo. 357 III. Causa e necessidade da Expiação 362 A. A Causa Motora da Expiação 362 B. Conceitos Históricos da necessidade da Expiação. 363 C. Provas da Necessidade da Expiação. 365 D. Objeções à Doutrina da Absoluta Necessidade da Expiação. 366 IV. A Natureza da Expiação 368 A. Declaração da Doutrina da Expiação Substitutiva e Penal. 368 B. Objeções à Doutrina da Expiação Substitutiva e penal ou da Satisfação. 376 V. Teorias Divergentes da Expiação 379 A. Teorias da Igreja Primitiva. 379 B. A Teoria da Satisfação, de Anselmo (Teoria Comercial). 380 C. A Teoria da Influência Moral. 381 D. A Teoria do Exemplo. 382 E. A Teoria Governamental. 383 F. A Teoria Mística. 384 G. A teoria do Arrependimento Vicário 385 VI. Propósito e Extensão da Expiação 388 A. O Propósito da Expiação. 388 B. A Extensão da Expiação. 389 VII. A Obra Intercessória de Cristo 396 A. Prova Bíblica da Obra Intercessória de Cristo. 396 B. Natureza da Obra Intercessória de Cristo. 397 C. As Pessoas Por Quem e as Coisas Pelas Quais Ele Intercede. 399 D. Características da Sua Intercessão. 400 VIII. O Ofício Real 402 A. O Reinado Espiritual de Cristo. 402 B. O Reinado de Cristo Sobre o Universo. 406 Quarta Parte: A DOUTRINA DA APLICAÇÃO DA OBRA DE REDENÇÃO I. Soteriologia em Geral 409 A. Relação entre Soteriologia e os Loci Anteriores. 409 B. A Ordo Salutis (a Ordem da Salvação). 409 II. Operações do Espírito Santo em Geral 418 A. Transição Para a Obra do Espírito Santo. 418 B. Operações Gerais e Especiais do Espírito Santo. 419 C. O Espírito Santo Como o Despenseiro da Graça Divina. 421 III. Graça Comum 427 A. Origem da Doutrina da Graça Comum. 427 B. Nome e Conceito da Graça Comum. 429 C. A Graça Comum e a Obra Expiatória de Cristo. 432 D. Relação Entre a Graça Especial e a Comum. 434 E. Meios Pelos Quais Opera a Graça Comum. 435 F. Frutos da Graça Comum. 437 G. Objeções à Doutrina Reformada da Graça Comum. 439 IV. A União Mística 443 A. Natureza da União Mística. 443 B. Características da União Mística. 446 C. Conceitos Errôneos da União Mística. 447 D. Significado da União Mística. 448 V. Vocação em Geral e Vocação Externa 450 A. Razões Para Discutir Primeiro a Vocação. 450 B. Vocação em Geral. 453 C. Vocação Externa. 455 VI. Regeneração e Vocação Eficaz 462 A. Termos Bíblicos Para a Regeneração e Suas Implicações. 462 B. Emprego do Termo Regeneração na Teologia. 462 C. A Natureza Essencial da Regeneração. 465 D. A Vocação Eficaz em Relação à Vocação Externa e à Regeneração. 466 E. A Necessidade da Regeneração. 469 F. A Causa Eficiente da Regeneração. 470 G. O Emprego da Palavra de Deus Como Instrumento da Regeneração. 471 H. Conceitos Divergentes de Regeneração. 474 VII. Conversão 478 A. Os Termos Bíblicos Para Conversão. 478 B. A Idéia de Conversão. Definição. 480 C. Características da Conversão. 482 D. Elementos Diferentes na Conversão. 484 E. A Psicologia da Conversão. 485 F. O Autor da Conversão. 488 G. Necessidade da Conversão. 489 H. Relação da Conversão com Outros Estágios do Processo de Salvação. 490 VIII. Fé 492 A. Termos Bíblicos Para Fé. 492 B. Expressões Figuradas Empregadas Para Descrever a Atividade da Fé. 494 C. A Doutrina da Fé na História. 495 D. A Idéia de Fé na Bíblia. 497 E. A Fé em Geral 499 F. A Fé no Sentido Religioso e Particularmente a Fé Salvadora. 500 G. Fé e Certeza. 506 H. O Conceito Católico Romano de Fé. 508 IX. Justificação 510 A. Termos Bíblicos Para Justificação e Seus Significados. 510 B. A Doutrina da Justificação na História. 511 C. Natureza e Características da Justificação. 513 D. Elementos da Justificação. 514 E. Esfera em Que Ocorre a Justificação. 516 F. Ocasião em que se da a Justificação. 517 G. Base da Justificação. 523 H. Objeções à Doutrina da Justificação. 524 I. Conceitos Divergentes de Justificação. 524 X. Santificação 527 A. Termos Bíblicos Para Santificação e Santidade. 527 B. A Doutrina da Santificação na História. 529 C. A Idéia Bíblica de Santidade e Santificação. 531 D. Natureza da Santificação. 532 E. Características da Santificação. 534 F. O Autor e os Meios da Santificação. 535 G. Relação da Santificação com Outros Estágios da Ordo Salutis. 536 H. O Caráter Imperfeito da Santificação Nesta Vida. 538 I. Santificação e Boas Obras. 541 XI. A Perseverança dos Santos 546 A. A Doutrina da Perseverança dos Santos na História. 546 B. Exposição da Doutrina da Perseverança. 546 C. Prova da Doutrina da Perseverança. 547 D. Objeções à Doutrina da Perseverança. 549 E. A Negação Desta Doutrina Torna a Salvação Dependente da Vontade Humana. 550 Quinta Parte: A DOUTRINA DA IGREJA E DOS MEIOS DE GRAÇA A IGREJA I. Nomes Bíblicos da Igreja e a Doutrina da Igreja na História. 554 A. Nomes Bíblicos da Igreja. 554 B. A Doutrina da Igreja na História. 557 II. Natureza da Igreja 561 A. A Essência da Igreja. 561 B. O caráter Multiforme da Igreja. 563 C. Várias Definições da Igreja 566 D. A igreja e o Reino de Deus. 567 E. A Igreja e as Diferentes Dispensações 569 F. Os Atributos da Igreja. 571 G. As Marcas da Igreja 575 III. O Governo da Igreja 579 A. Diferentes Teorias a Respeito do Governo da Igreja. 579 B. Os Princípios Fundamentais do Sistema Reformado ou Presbiteriano. 581 C. Os Oficiais da Igreja. 585 D. As Assembléias Eclesiásticas. 589 IV. O Poder da Igreja. 594 A. A Fonte do Poder da Igreja. 594 B. A Natureza Deste Poder. 595 C. Diferentes Espécies de Poder Eclesiástico. 596 OS MEIOS DE GRAÇA I. Os Meios e Graça em Geral 605 A. A Idéia dos Meios de Graça 605 B. Características da Palavra e dos Sacramentos Como Meios de Graça 605 C. Conceitos Históricos a Respeito dos Meios de Graça 607 D. Elementos Característicos da Doutrina Reformada dos Meios de Graça. 609 II. A Palavra Como Meio de Graça 611 A. Sentido da Expressão “Palavra de Deus” Neste Contexto. 611 B. A Relação da Palavra com o Espírito Santo. 612 C. As Duas Partes da Palavra de Deus Considerada Como Meio de Graça. 613 D. O Tríplice Uso da Lei. 615 III. Os Sacramentos em Geral 618 A. Relação Entre a Palavra e os Sacramentos. 618 B. Origem e Sentido da Palavra “Sacramento”. 618 C. Partes Componentes do Sacramento. 619 D. Necessidade dos Sacramentos. 620 E. Os Sacramentos do Velho e do Novo Testamentos Comparados. 621 F. Número dos Sacramentos. 622 IV. O Batismo Cristão 624 A. Analogias do Batismo Cristão. 624 B. A Instituição do Batismo Cristão. 626 C. A Doutrina do Batismo na História. 628 D. O Modo Próprio do Batismo. 630 E. Legítimos Administradores do Batismo. 633 F. Os Objetos do Batismo 634 V. A Ceia do Senhor 648 A. Analogias da Ceia do Senhor em Israel. 648 B. A Doutrina da Ceia do Senhor na História. 649 C. Nomes Bíblicos para a Ceia do Senhor. 650 D. Instituição da Ceia do Senhor. 651 E. As Realidades Significadas e Seladas na Ceia do Senhor. 654 F. A União Sacramental ou a Questão da Presença Real de Cristo na Ceia do Senhor. 656 G. A Ceia do Senhor Como Meio de Graça ou Sua Eficácia. 659 H. As Pessoas para as Quais Foi Instituída a Ceia do Senhor. 661 Sexta Parte: A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS ESCATOLOGIA INDIVIDUAL Capítulo Introdutório. 664 A Escatologia na Filosofia e na Religião. 664 B. A Escatologia na História da Igreja Cristã 665 C. Relação da Escatologia com o Restante da Dogmática. 667 D. O Nome “Escatologia”. 669 E. Conteúdo da Escatologia: Escatologia Geral e Individual. 669 I. Morte Física 671 A. Natureza da Morte Física. 671 B. Relação Entre o Pecado e a Morte. 672 C. Significado da Morte dos Crentes. 673 II. A Imortalidade da Alma 675 A. Diferentes Conotações do Termo “Imortalidade”. 675 B. Testemunho da Revelação Geral Quanto à Imortalidade da Alma. 676 C. Testemunho da Revelação Especial Quanto à Imortalidade da Alma. 677 D. Objeções à Doutrina da Imortalidade Pessoal e Seus Modernos Substitutos. 679 III. O Estado Intermediário 682 A. Conceito Bíblico de Estado Intermediário. 682 B. A Doutrina do Estado Intermediário na História. 683 C. A Construção Moderna da Doutrina do Sheol-Hades. 684 D. A Doutrina Católica Romana a Respeito do Domicilio da Alma Depois da Morte. 689 E. O Estado da Alma Depois da Morte, Um Estado de Existência Consciente. 691 F. O Estado Intermediário não é um Estado de Provação ou Prova Posterior. 695 ESCATOLOGIA GERAL I. A Segunda Vinda de Cristo 698 A. A segunda Vinda, um Evento Único. 698 B. Os grandiosos Eventos que Precederão a Parousia. 699 C. A Parousia ou a Segunda Vinda Propriamente Dita. 706 II. Correntes Milenistas 711 A. Premilenismo 711 B. Pós-Milenismo 719 III. A Ressurreição dos Mortos 724 A. A Doutrina da Ressurreição na História. 724 B. Prova Bíblica da Ressurreição. 725 C. A Natureza da Ressurreição. 726 D. A Ocasião da Ressurreição. 728 IV. O Juízo Final 732 A. A Doutrina do Juízo Final na História. 732 B. Natureza do Juízo Final. 733 C. Conceitos Errôneos a Respeito do Juízo. 733 D. O Juiz e os Seus Assistentes 735 E. As Partes que Serão Julgadas 736 F. A Ocasião do Juízo. 736 G. O Padrão do Juízo. 737 H. As Diferentes Partes do Juízo. 738 V. O Estado Final 739 A. O Estado Final dos Ímpios. 739 B. O Estado Final dos Justos. 740 INDICE DE PASSAGENS BIBLICAS 773 (Teologia Sistemática – Louis Berkhof. Pg.4)

A Existência de Deus

A. Lugar da Doutrina de Deus na Dogmática. As obras de dogmática ou de teologia sistemática geralmente começam com a Doutrina de Deus. A opinião prevalecente tem reconhecido sempre este procedimento mais lógico, e ainda continua apontando na mesma direção. Em muitos casos, mesmo aqueles cujos princípios fundamentais pareceriam exigir outro arranjo, continuam na prática tradicional. Há boas razões para começar com a Doutrina de Deus, se partirmos da admissão que a Teologia é o conhecimento sistematizado de Deus de quem, por meio de quem, e para quem são todas as coisas. Em vez de surpreender-nos de que a dogmática comece com a Doutrina de Deus, bem poderíamos esperar que seja completamente um estudo de Deus, em todas as suas ramificações, do começo ao fim. Como uma questão de fato, é isto exatamente o que se pretende que seja, embora somente o primeiro locus ou capítulo teológico trate diretamente de Deus, enquanto que as partes ou loci subseqüentes tratam dele de maneira mais indireta. Iniciamos o estudo de teologia com duas pressuposições a saber: (1) Que Deus existe; (2) Que Ele se revelou em Sua Palavra divina. E por esta razão não nos é impossível começar com o estudo de Deus. Podemos dirigir-nos a Sua revelação para aprender o que Ele revelou a respeito de Si mesmo e a respeito de Sua relação para com as Suas criaturas. Têm-se feito tentativas no curso dos tempos para distribuir o material da dogmática de tal modo que exiba claramente que ela é não apenas em um locus, mas em sua totalidade, um estudo de Deus. Isto foi feito pela aplicação do método trinitário, que dispõe o assunto da dogmática sob os três títulos: (1) O Pai; (2) O Filho; (3) O Espírito Santo. Esse método foi aplicado em algumas das primeiras obras sistemáticas, foi restaurado ao favor geral por Hegel, e se pode ver ainda na Dogmática Cristã, de Martensen. Uma tentativa semelhante foi feita por Breckenridge, quando dividiu o assunto da dogmática em (1) O Conhecimento de Deus Objetivamente Considerado; (2) O Conhecimento de Deus subjetivamente Considerado. Nem um nem outro destes podem ser considerados como tendo tido sucesso. Até o começo do século XIX era quase geral a prática de começar o estudo da dogmática com a doutrina de Deus, mas ocorreu uma mudança sob a influência de Schleiermacher, que procurou salvaguardar o caráter científico da teologia com a introdução de um novo método. A consciência religiosa do homem substituiu a palavra de Deus como a fonte da teologia. A fé na Escritura como autorizada revelação de Deus foi desacreditada e a compreensão humana, baseada na apreensão emocional ou racional do homem, veio a ser o padrão do pensamento religioso. A religião gradativamente tomou o lugar de Deus como objeto da teologia. O homem deixou de ser ou de reconhecer o conhecimento de Deus como algo que lhe foi dado na Escritura e começou a orgulhar-se de Ter a Deus como seu objeto de pesquisa. No curso do tempo tornou-se comum falar do descobrimento de Deus feito pelo homem, como se o homem alguma vez O tivesse descoberto; e toda descoberta feita nesse processo foi dignificada com o nome de “revelação”. Deus vinha no final de um silogismo, ou como o último elo de uma corrente de raciocínio, ou como a cumeeira de uma estrutura de pensamento humano. Sob tais circunstâncias, era simplesmente natural que alguns considerassem incoerência começar a dogmática pelo estudo de Deus. Antes é surpreendente que tantos, a despeito do seu subjetivismo, tenham continuado a seguir a ordem tradicional. Contudo, alguns perceberam a incongruência e partiram por outro caminho. A obra dogmática de Schleiermacher dedica-se ao estudo e análise do sentimento religioso e das doutrinas nele envolvidas. Ele não trata da doutrina de Deus de maneira conexa, mas apenas em fragmentos, e conclui a sua obra com uma discussão sobre a Trindade. Seu ponto de partida é antropológico, e não teológico. Alguns teólogos intermediários foram tão influenciados por Schleiermacher que, logicamente, começaram os seus tratados de dogmática com o estudo do homem. Mesmo nos dias presentes esta ordem é seguida ocasionalmente. Acha-se um notável exemplo disto na obra de O. A. Curtis em The Christian Faith. Esta começa com a doutrina do homem e conclui com a doutrina de Deus. Poderia parecer que a teologia da escola de Ritschl requeresse ainda outro ponto de partida, desde que encontra a revelação objetiva de Deus, não a Bíblia como na palavra divinamente inspirada, mas em Cristo como fundador do Reino de Deus, e considera a idéias do Reino como o conceito central e absolutamente dominante da teologia. Contudo, dogmáticos da Escola de Ritschl, como Herrmann, Haering e Kaftan, seguem, pelo menos formalmente, a ordem usual. Ao mesmo tempo, há vários teólogos que em suas obras começam a discussão da dogmática propriamente dita com a doutrina de Cristo ou da Sua obra redentora. T. B. Strong distingue entre teologia e teologia cristã, define esta última como “a expressão e análise da encarnação de Jesus Cristo”, e faz da encarnação o conceito dominante em todo o seu Manual of Theology. (Teolgoia Sistemática – Louis Berkhof. Pg.11)

Prova Bíblica da Existência de Deus

Para nós a existência de Deus é a grande pressuposição da teologia. Não há sentido em falar-se do conhecimento de Deus, se não se admite que Deus existe. A pressuposição da teologia cristã é um tipo muito definido. A suposição não é apenas de que há alguma coisa, alguma idéia ou ideal, algum poder ou tendência com propósito, a que se possa aplicar o nome de Deus, mas que há um ser pessoal auto-consciente, auto-existente, que é a origem de todas as coisas e que transcende a criação inteira, mas ao mesmo tempo é imanente em cada parte da criação. Pode-se levantar a questão se esta suposição é razoável, questão que pode ser respondida na afirmativa. Não significa, contudo, que a existência de Deus é passível de uma demonstração lógica que não deixa lugar nenhum para dúvida; mas significa, sim, que, embora verdade da existência de Deus seja aceita pela fé, esta fé, se baseia numa informação confiável. Embora a teologia reformada considere a existência de Deus como pressuposição inteiramente razoável, não se arroga a capacidade de demonstrar isto por meio de uma argumentação racional. Dr. Kuyper fala como segue da tentativa de fazê-lo: “A tentativa de provar a existência de Deus ou é inútil ou é um fracasso. É inútil se o pesquisador acredita que Deus recompensa aqueles que O procuram. É um fracasso se se trata de uma tentativa de forçar, mediante argumentação, ao reconhecimento, num sentido lógico, uma pessoa que não tem esta pistis”. O Cristão aceita a verdade da existência de Deus pela fé. Mas esta fé não é uma fé cega, mas fé baseada em provas, e as provas se acham, primariamente, na Escritura como a Palavra de Deus inspirada, e, secundariamente, na revelação de Deus na natureza. A prova bíblica sobre este ponto não nos vem na forma de uma declaração explícita, e muito menos na forma de um argumento lógico. Nesse sentido a Bíblia não prova a existência de Deus. O que mais se aproxima de uma declaração talvez seja o que lemos em Hebreus 11:6 “... é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. A Bíblia pressupõe a existência de Deus em sua declaração inicial, “No principio criou Deus os céus e a terra”. Ela não somente descreve a Deus como o Criador de todas as coisas, mas também como o Sustentador de todas as Suas criaturas. E como o Governador de indivíduos e nações. Ela testifica o fato de que Deus opera todas as coisas de acordo com o conselho da Sua vontade, e revela a gradativa realização do Seu grandioso propósito de redenção. O preparo para esta obra, especialmente na escolha e direção do povo de Israel na velha aliança, vê-se claramente no Velho Testamento, e a sua culminação inicial na Pessoa e Obra de Cristo ergue-se com grande clareza nas páginas do Novo testamento. Vê-se Deus em quase todas as páginas da Escritura Sagrada em que Ele se revela em palavras e atos. Esta revelação de Deus constitui a base da nossa fé na existência de Deus, e a torna uma fé inteiramente razoável. Deve-se notar, contudo, que é somente pela fé que aceitamos a revelação de Deus e que obtemos uma real compreensão do seu conteúdo. Disse Jesus, “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo”, João 7.17. É este conhecimento intensivo, resultante de íntima comunhão com Deus, que Oséias tem em mente quando diz, “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor”, Oséias 6.3. O incrédulo não tem nenhuma real compreensão da palavra de Deus. As palavras de Paulo são pertinentes nesta conexão: “Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem, pela loucura da pregação”, 1 Coríntios 1.20, 21. (Teologia Sistemática – Louis Berkhof. Pg.12)

A negação da existência de Deus em suas Várias Formas

Os estudiosos de religiões comparadas e os missionários freqüentemente dão testemunho do fato de que a idéia de Deus é praticamente universal na raça humana. É encontrada até mesmo entre as mais atrasadas nações e tribos do mundo. Isto não significa, contudo, que não há indivíduos que negam a existência de Deus completamente, nem tampouco que não há um bom número de pessoas em terras cristãs que negam a existência de Deus como Ele é revelado na Escritura, uma Pessoa de perfeições infinitas, auto-existente e auto-consciente, que realiza todas as coisas segundo um plano predeterminado. É esta última forma de negação que temos particularmente em mente aqui. Ela pode assumir várias formas e, na verdade, tem assumido várias formas no curso da história. 1. A ABSOLUTA NEGAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS. Como acima foi dito, há forte prova da presença universal da idéia de Deus na mente humana, mesmo entre as tribos não civilizadas e que não tem recebido o impacto da revelação especial. Em vista deste fato, alguns chegam a negar a existência de pessoas que negam a existência de Deus, que haja verdadeiros ateus, a saber, os ateus práticos e os teóricos. Os primeiros são simplesmente pessoas não religiosas, pessoas que na vida prática não contam com Deus, e vivem como se Deus não existisse. Os últimos são em regra, de um tipo mais intelectual, e baseiam a sua negação num processo de raciocínio. Procuram provar que Deus não existe usando para este fim aquilo que lhes parece argumentos racionais conclusivos. Em vista da semen reliogionis implantada em todos os seres humanos, pela criação do homem à imagem de Deus, é seguro admitir que ninguém nasce ateu. Em última análise, o ateísmo resulta do estado moral pervertido do homem e do seu desejo de fugir de Deus. É deliberadamente cego para o instinto mais fundamental do homem, para as necessidades mais profundas da alma, para as mais elevadas aspirações do espírito humano, e para os anseios de um coração que anda tateando em busca de um ser mais alto; é cego para estas realidades e as procura suprimir. Esta supressão prática ou intelectual da operação da semen reliogionis freqüentemente envolve prolongados e penosos conflitos. Não se pode duvidar da existência de ateus práticos, visto que tanto a Escritura como a experiência a atestam. A respeito dos ímpios o Salmo 14.1 declara: “Diz o insensato no seu coração: não há Deus” (cf. Sl 10.4b). E Paulo lembra aos Efésios que eles tinham estado anteriormente “sem Deus no mundo”, Efésios 2.12. A experiência também dá abundante testemunho da presença deles no mundo. Eles não são necessariamente ímpios notórios aos olhos dos homens, mas podem pertencer aos assim chamados “homens decentes do mundo”, embora consideravelmente indiferentes para com as coisas espirituais. Tais pessoas muitas vezes têm a consciência do fato de que estão em desarmonia com Deus, tremem ao pensar em defrontá-lo e procuram esquecê-lo. Parecem Ter um secreto prazer em exibir o seu ateísmo quando tudo vai bem, mas é sabido que dobram os seus joelhos em oração quando sua vida entra repentinamente em perigo. Na época presente, milhares desses ateus práticos pertencem à Associação Americana para o Progresso do Ateísmo. Os ateus teóricos são doutra espécie. Geralmente são de um tipo mais intelectual e procuram justificar a afirmação de que não há Deus por meio de argumentação racional. O professor Flint distingue três espécies de ateísmo teórico, a saber, (1) Ateísmo dogmático, que nega peremptoriamente a existência de um ser divino; (2) Ateísmo cético, que duvida da capacidade da mente humana de determinar se há ou não há um Deus; (3) Ateísmo crítico, que sustenta que não há nenhuma prova válida da existência de deus. Estes freqüentemente caminham de mãos dadas, mas mesmo o mais moderado deles realmente declara que toda e qualquer crença em Deus é uma ilusão. Nesta divisão se verá que o agnosticismo também aparece como uma espécie de ateísmo, classificação que desagrada a muitos agnósticos. Deve-se ter em mente, porém, que o agnosticismo referente à existência de Deus, embora admitindo a possibilidade da sua realidade, deixa-nos sem um objeto de culto e adoração exatamente como faz o ateísmo dogmático. Contudo, o verdadeiro ateu é o ateu dogmático, o homem que faz a afirmação categórica de que não há Deus. Essa afirmação pode significar uma de duas coisas: ou que ele não reconhece Deus nenhum, de nenhuma espécie, não erige nenhum ídolo para si mesmo, ou que não reconhece o Deus da escritura. Ora, há muitos poucos ateus que na vida prática não modelam alguma espécie de Deus para si próprios. Há um número muito maior daqueles que teoricamente põem de lado todo e qualquer deus; e um número ainda maior dos que romperam com o Deus da Escritura. O ateísmo teórico geralmente está arraigado em alguma teoria científica ou filosófica. O monismo materialista, em suas várias formas, e o ateísmo normalmente andam de mãos dadas. O idealismo subjetivo absoluto pode ainda deixar-nos a idéia de Deus, mas nega que haja qualquer realidade que lhe corresponda. Para o humanista moderno “Deus” simplesmente significa “o espírito da humanidade”, “o sentimento de integralidade”, “meta racial” e outras abstrações desta espécie. Outras teorias não somente dão lugar a Deus; também pretendem manter a sua existência, mas certamente excluem o Deus do teísmo, um Ser pessoal supremo, o Criador, o Preservador, e o Governador do Universo, distinto de Sua criação e, contudo, em toda parte presente nela. O panteísmo funde o natural e o sobrenatural, o finito e o infinito numa só substância. Muitas vezes fala de Deus como base oculta do mundo fenomenal, mas não O concebe como pessoal e, portanto dotado, como dotado de inteligência e vontade. Ousadamente declara que tudo é Deus, assim se envolve naquilo a que Brightman chama “a expansão de Deus”, de modo que temos “muito de Deus”, visto que Ele inclui também todo o mal do mundo. Isto exclui o Deus da escritura, e até aqui claramente ateísta. Spinoza pode ser chamado “O homem intoxicado por Deus”, mas o seu Deus certamente não é o Deus que os cristãos cultuam e adoram. Seguramente, não pode haver dúvida da presença de ateus teóricos no mundo. Quando David Hume expressou dúvida a respeito da existência de um ateu dogmático, o Barão d’Holbach replicou: “Meu caro senhor, neste momento estais sentado à mesa na companhia de dezessete pessoas dessa classe”. Os que são agnósticos quanto à existência de Deus podem diferir um tanto do ateu dogmático, mas eles, como estes últimos, deixam-nos sem Deus. 2. FALSOS CONCEITOS ATUAIS DE DEUS QUE ENVOLVEM NEGAÇÃO DO VERDADEIRO DEUS. Em nossos dias há vários conceitos falsos de Deus, conceitos que envolvem a negação do conceito teísta de Deus. Basta nesta conexão uma breve indicação dos mais importantes destes falsos conceitos. a. Um Deus imanente e impessoal. O teísmo sempre acreditou num Deus que é transcendente e imanente. O deísmo retirou deus do mundo, e deu ênfase à Sua transcendência, em detrimento da Sua imanência. Sob a influência do panteísmo, porém o pêndulo pendeu noutra direção. Identificou Deus com o mundo e não reconheceu um Ser divino distinto da Sua criação e infinitamente exaltado acima dela. Por intermédio de Schleiermacher, a tendência de fazer Deus um Ser em linha de continuidade com o mundo obteve um ponto de apoio na teologia. Ele ignora completamente o Deus transcendente e só reconhece um Deus que pode ser conhecido pela experiência humana e se manifesta na consciência cristã como causalidade absoluta, à qual corresponde um sentimento de dependência absoluta. Os atributos que atribuímos a Deus, são, nesta maneira de ver, meras expressões simbólicas dos vários modos assumidos por este sentimento de dependência, idéias subjetivas sem nenhuma realidade correspondente. Suas representações de Deus mais antigas e posteriores parecem diferir um pouco, e os intérpretes de Schleiermacher diferem quanto à maneira pela qual as suas afirmações devam ser harmonizadas. Contudo, Brunner parece estar certo quando diz que, para Schleiermacher, o universo toma o lugar de Deus, embora seja usado este último nome; e que ele concebe a Deus como idêntico ao universo e como a unidade subjacente ao universo. Muitas vezes parece que a distinção entre o mundo como uma unidade e o mundo em suas multiformes manifestações. Ele fala muitas vezes de deus como o “Universum” ou o “Welt-All”, e argumenta contra a personalidade de Deus; apesar disso, incoerentemente, fala como se pudéssemos Ter comunhão com Ele em Cristo. Estas opiniões de Schleiermacher, fazendo de Deus um Ser em linha de continuidade com o mundo, dominou grandemente a teologia do século passado, e é esta opinião que Barth combate com a sua forte ênfase a Deus como “O Totalmente Outro”. b. Um Deus finito e pessoal. A idéia de um Deus finito ou deuses finitos não é nova; é tão antiga como politeísmo e o henoteísmo. A idéias harmoniza-se com o pluralismo, não porém com o monismo filosófico bem com o monoteísmo teológico. O teísmo sempre considerou Deus como um Ser pessoal, absoluto, de perfeições infinitas. Durante o século XIX, quando a filosofia monística estava em ascendência, tornou-se comum identificar o Deus da teologia com o Absoluto da filosofia. Mais para o fim do século, porém, o termo “Absoluto”, como uma designação para Deus, caiu em descrédito, em parte por causa de suas implicações agnósticas e panteísticas, e em parte como resultado da oposição à idéia do “Absoluto” na filosofia, e do desejo de excluir toda metafísica da teologia. Bradley considerava o deus da religião cristã como uma parte do Absoluto, e James defendia um conceito de Deus que estava mais em harmonia com a experiência humana de que com a idéia de um Deus infinito. Ele elimina de Deus os atributos metafísicos de auto-existência, infinidade e imutabilidade, e declara supremos os atributos morais. Deus tem um meio-ambiente, existe no tempo, e elabora uma história exatamente como nós o fazemos. Em vista do mal existente no mundo, Ele deve ser imaginado como limitado em conhecimento ou no poder, ou em ambos. As condições do mundo tornam impossível crer num Deus bondoso, infinito em conhecimento e poder. A existência de um poder superior amistoso para com o homem e com o qual este pode comungar satisfaz todas as necessidades e experiências práticas da religião. James concebia este poder como pessoal, mas não desejava expressar-se como se acreditasse num Deus finito ou em vários deuses finitos. Bergson acrescentou a este conceito de James a idéia de um Deus em luta e em crescimento, constantemente envolvendo em seu meio-ambiente. Outros que defendiam a idéias de um Deus finito, embora de diferentes maneiras, são Hobhouse, Shiller, James Ward, Rashdall e H.G. Wells. c. Deus como personificação de uma simples idéia abstrata. Ficou muito em voga na moderna teologia “liberal” considerar o nome de “Deus” como um simples símbolo, representando algum processo cósmico, uma vontade ou poder universal, ou um ideal elevado e abrangente. Repete-se com freqüência a afirmação de que, se Deus criou o homem à Sua imagem, o homem agora está devolvendo o cumprimento criando a Deus à imagem do homem. Diz-se a respeito de Harry Elmer Barnes que uma vez ele disse numa de suas aulas de laboratório: “Cavalheiros, agora vamos criar Deus”. Essa foi uma rude expressão de uma idéia muito comum. A maioria dos que rejeitam o conceito teísta de Deus ainda professa fé em Deus, mas este é um Deus de sua própria imaginação.. A forma que ele assume numa ocasião particular depende, segundo Shailer Matthews dos atuais modelos de pensamento. Nos tempos anteriores à guerra, o padrão dominante era o de um soberano autocrático, que exigia obediência absoluta; agora é o de um governante democrático, disposto a servir a todos que lhe estão subordinados. Desde os dias de Comte tem havido a tendência de personificar a ordem social da humanidade como um todo e de cultuar esta personificação. Os assim chamados melhoristas ou teólogos sociais revelam a tendência de identificar Deus de algum modo com a ordem social. E os neopsicologistas dizem-nos que a idéia de Deus é uma projeção da mente humana, que em seus primeiros estágios é inclinada a formar imagens de suas experiências e a revesti-las de uma semi-personalidade. Leuba é de opinião que esta ilusão de Deus não será necessária. Umas poucas definições servirão para mostrar as tendências dos dias presentes. “Deus é o espírito imanente da comunidade” (Royce). Deus “é aquela qualidade da sociedade humana em desenvolvimento” (E. S. Ames). “A palavra ‘deus’ é um símbolo para designar o universo em sua capacidade ideal de formação” (C.B. Foster). “Deus é o nosso conceito, nascido da experiência social, dos elementos que desenvolvem personalidade e os elementos de explicação pessoal do nosso ambiente cósmico, como o qual estamos organicamente relacionados” (Shailer Matthews). Mal se precisa dizer que o Deus assim definido não é um Deus pessoal e não responde às necessidades mais profundas do coração humano. (Teologia Sistemática – Louis Berkhof. Pg. 13)

terça-feira, 3 de junho de 2014

As Assim Chamadas Provas Racionais da Existência de Deus

No transcurso do tempo foram elaborados alguns argumentos em favor da existência de Deus. Acharam ponto de apoio na teologia, especialmente pela influência de Wolff. Alguns deles já tinham sido sugeridos, em essência, por Platão e Aristóteles, e outros foram acrescentados modernamente por estudiosos da filosofia da religião. Somente os mais comuns podem ser apresentados aqui. 1. O ARGUMENTO ONTOLÓGICO. Este argumento foi apresentado em várias formas por Anselmo, Descartes, Samuel Clark, e outros. Foi apresentado em sua mais perfeita forma por Anselmo. Este argumenta que o homem tem a idéia de um ser absolutamente perfeito; que a existência é atributo de perfeição; e que, portanto, um ser absolutamente perfeito tem que existir. Mas é evidente que não podemos tirar uma conclusão quanto à existência real partindo de um pensamento abstrato. O fato de que temos uma idéia de Deus ainda não prova a Sua existência objetiva. Além disto, este argumento pressupõe tacitamente como já existente na mente humana o próprio conhecimento da existência de Deus que teria que derivar de uma demonstração lógica. Kant declarou, com ênfase, insustentável este argumento, mas Hegel o aclamou como um grande argumento em favor da existência de Deus. Alguns idealistas modernos sugeriram que ele poderia ser proposto de forma um tanto diferente, como a que Hocking chamou, “O registro da experiência”. Em virtude podemos dizer: “Tenho idéia de Deus: portanto, tenho experiência de Deus”. 2. O ARGUMENTO COSMOLÓGICO. Este argumento tem aparecido em diversas formas. Em geral se apresenta como segue: Cada coisa existente no mundo tem que ter uma causa adequada; sendo assim, o universo também tem que ter uma causa adequada, isto é, uma causa indefinidamente grande. Contudo, o argumento não produz convicção, em geral. Hume questionou a própria lei de causa e efeito, e Kant assinalou que, se tudo que existe tem uma causa adequada, isto se aplica também a Deus, e, assim, somos suposição de que o cosmo teve uma cauda única, uma causa pessoal e absoluta, e, portanto, não prova a existência de Deus. Esta dificuldade levou a uma construção ligeiramente diversa do argumento como, por exemplo, a que B.P.Bowne fez. O universo material aparece como sistema interativo e, portanto, como uma unidade que consiste de várias partes. Daí, deve haver um Agente Integrante que veicule a interação das várias partes ou constitua a base dinâmica da existência delas. 3. O ARGUMENTO TELEOLÓGICO. Este argumento também é causal e, na verdade, é apenas uma extensão do imediatamente anterior. Pode ser exposto da seguinte forma: Em toda parte o mundo revela inteligência, ordem, harmonia e propósito, e assim implica a existência de um ser inteligente e com propósito, apropriado para a produção de um mundo como este. Kant considera este argumento o melhor dos três que mencionamos, mas alega que ele não prova a existência de Deus, nem de um criador, mas somente a de um grande arquiteto que modelou o mundo. É superior ao argumento cosmológico no sentido de que explicita aquilo que não é firmado no anterior, a saber, que o mundo contém evidências de inteligência e propósito. Não se segue necessariamente que este ser é o Criador do mundo. “A prova teológica”. Diz Wright. “indica apenas a provável existência de uma mente que, ao menos em considerável medida, controla o processo do mundo, suficiente para explicar a quantidade de teleologia que nele transparece”. Hegel considerava este argumento válido, mas o tratava como um argumento subordinado. Os teólogos sociais dos nossos dias rejeitam-no, juntamente com todos os outros argumentos, como puro refugo, mas os neoteístas o aceitam. 4. O ARGUMENTO MORAL. Como os outros argumentos, este também assumiu diferentes formas. Kant tomou seu ponto de partida no imperativo categórico, e deste deferiu a existência de alguém que, como legislador e juiz, tem absoluto direito de dominar o homem. Em sua opinião, este argumento é muito superior a qualquer dos outros. É o argumento em que se apóia principalmente, em sua tentativa de provar a existência de Deus. Esta pode ser uma das razões pelas quais este argumento é mais geralmente reconhecido do que qualquer outro, embora nem sempre com a mesma formulação. Alguns argumentam baseados na desigualdade muitas vezes observada entre a conduta moral dos homens e a prosperidade que eles gozam na vida presente, e acham que isso requer um ajustamento no futuro que, por sua vez, exige um árbitro justo. A teologia moderna também o usa amplamente, em especial na forma de que o reconhecimento que o homem tem do Sumo Bem e a sua busca de uma ideal moral exigem e necessitam a existência de um ser santo e justo, não torna obrigatória a crença em um Deus, em um Criador ou em um Ser de infinitas perfeições. 5. O ARGUMENTO HISTÓRICO OU ETNOLÓGICO. Em geral este argumento toma a seguinte forma: Entre todos os povos e tribos da terra há um sentimento religioso que se revela em cultos exteriores. Visto que o fenômeno é universal, deve pertencer à própria natureza do homem. E se a natureza do homem naturalmente leva ao culto religioso, isto só pode achar sua explicação num ser superior que constituiu o homem um ser religioso. Todavia, em resposta a este argumento, pode-se dizer que este fenômeno universal pode ter-se originado num erro ou numa compreensão errônea de um dos primitivos progenitores da raça humana, e que o culto religioso referido aparece com mais vigor entre as raças primitivas e desaparece à medida que elas se tornam civilizadas. Ao avaliar estes argumentos racionais, deve-se assinalar antes de tudo que os crentes não precisam deles. Sua convicção a respeito da existência de Deus não depende deles, mas, sim, da confiante aceitação da auto-revelação de Deus na Escritura. Se muitos em nossos dias estão querendo firmar sua fé na existência de Deus nesses argumentos racionais, isto se deve em grande medida ao fato de que eles se negam a aceitar o testemunho da palavra de Deus. Além disso, ao usar estes argumentos na tentativa de convencer pessoas incrédulas, será bom ter em mente que de nenhum que nenhum deles se pode dizer que transmite convicção absoluta. Ninguém fez mais para desacreditá-los que Kant. Desde o tempo dele, muitos filósofos e teólogos os têm descartado como completamente inúteis, mas hoje os referidos argumentos estão recuperando apoio e o seu número está crescendo. E o fato de que em nossos dias tanta gente acha neles indicações satisfatórias da existência de Deus, parece indicar que eles não são inteiramente vazios de valor. Têm algum valor para os próprios crentes, mas devem ser denominados testimonia, e não argumentos. Eles são importantes como interpretações da revelação geral de Deus e como elementos que demonstram o caráter razoável da fé em um ser divino. Além disso. Podem prestar algum serviço na confrontação com os adversários. Embora não provem a existência de Deus além da possibilidade de dúvida e a ponto de obrigar o assentimento, podem ser elaborados de maneira que estabeleçam uma forte probabilidade e, por isso, poderão silenciar muitos incrédulos. QUESTIONÁRIO PARA PESQUISA: 1. Por que a teologia moderna inclinou-se a dar primazia ao estudo do homem e não ao estudo de Deus? 2. A Bíblia prova a existência de Deus ou não? 3. Se prova, como o faz? 4. O que é que explica o sensus divinitatis geral do homem? 5. Existem nações ou tribos que absolutamente não o possuem? 6. Pode-se sustentara a posição de que não existem ateus? 7. Os humanistas do presente devem ser classificados como ateus? 8. Que objeções há para a identificação de Deus com o Absoluto da filosofia? 9. Um Deus finito satisfaz as necessidades da vida cristã? 10. A doutrina de um Deus finito só se encontra nos pragmatistas? 11. Por que é que a idéia de um Deus personificado é um pobre substituto do Deus vivo? 12. Em que consiste a crítica de Kant aos argumentos da razão especulativa em favor da existência de Deus? 13. Como devemos julgar esta crítica? BIBLIOGRAFIA PARA CONSULTA: Bavinck, Geref. Dogm. II, p.52-74; Kuyper, Dirct. Dogm. De Deo I, P. 77-123; Hodge, Syst. Theol. I, p. 221-248; Dabney, Syst. And Polem. Theol, p.5-26; Macintosh, Theol. as an Empirical Sciense, p.90-99; Knudson, The Doctrine of God, p. 203-241; Beathie, Apologetics, p.250-444; Brightman, The Problem of God, p. 139-165; Wright, A Student’s Phil of Rel., p.339-390; Edward, The Philosophy of Rel., p. 218-305; Beckwith, The Idea of God, p. 64-115; Thompson, The Chirstian Idea of God, p. 160-189; Robinson, The God of the Liberal Christian, p.114-149; Galloway, The Phil, of Rel., p.382-394. (Teologia Sistemática – Louis Berkhof. Pg.20)